Cante-nos uma canção…

conte-nos uma história…

… uma dessas que nos traga de volta um pouco de tudo daquilo que tem lá. Uma história emoldurada por um lago cujas águas abrigam um monstro misterioso e que atraem gaivotas que cantam sua paz. Uma narrativa que descreva aquele clima de montanhas, de terras altas mesmo, com campos de batalhas sangrentas que guardam, além da honra, suor e sangue de quem lutou, um plano de fundo com paisagens que estão lá no alto. Mais no alto ainda, onde há neve que cobre picos, picos que contrastam com os vales e encostas que ficam no meio, e que servem como meio entre caminhos de bois peludos, de ovelhas cobertas de lãs, de cervos desconfiados que se camuflam nas pedras. E assim buscamos o que a história retratou, e assim encontramos o que foi prometido, ou mais ainda até. Mais ainda porque, dessa vez, nós éramos parte da história. Subimos, descemos e contornamos montanhas, agachamos e nos sentamos na beira de lagos, respiramos fundo o ar puro ao mesmo tempo que perdíamos o fôlego com as paisagens escocesas. Olhamos para cima o máximo que o pescoço permitia para vermos picos nevados, inclinava-mos para baixo afim de vermos encostas que davam no mar. Mar que seguia até o horizonte que contemplamos por minutos, mas que poderiam muito bem ter sido horas. Horizontes que abrigavam o fim de um céu muito azul (por pura sorte nossa), horizontes que escondiam a próxima curva da estrada que traria mais uma paisagem deslumbrante que poderia muito bem se passar por um quadro, uma pintura, mas que era “só” uma obra de Deus mesmo. Que bom, que sorte. Que privilégio não saber para onde olhar quando queríamos simplesmente ver tudo, absorver tudo, guardar o máximo daqueles lugares que poderiam ser somente uma história de ficção, mas que eram mesmo reais, eram palpáveis, estavam ali.

Portanto, conte-me uma história que se passa ali, uma história que nos levou até ali. Uma história que nos faça relembrar o que só os olhos conseguem processar e o coração guardar. Uma história que nos relembre como é bom achar que havíamos visto o lugar mais bonito, mas que aí acabávamos nos deparando com algo ainda mais belo. Porque nenhuma palavra vai saber dizer o que foi visto, sentido, ouvido. Foi tudo especial demais, único demais. Assim como o enredo da série Outlander e da música celta que foi, além de trilha sonora de dias vividos ali, nossa inspiração para buscarmos esses caminhos. A série que nos fez ser um pouco parte dessa canção, dessa magia, dessa história que invadiu nossos dias depois que ela, um dia, foi contada para nós.

 

 

 

 

 

 

3 comentários em “Crônica sobre a Escócia

  1. Pelas fotos e pelos relatos da crônica essa leitura nos faz sentir um pouco nesse local que parece ser tão bonito e especial. Os animais exóticos os quais foram relatados, o lago azul contrastando com as montanhas. Muito gostosa a leitura e tudas as informações sobre esse lindo lugar. Daisy

  2. Rosângela Paranhos disse:

    Oi Roberta, vim ao blog, como vc sugeriu e gostei muito. Lendo a crônica, fiquei com uma enorme vontade de fazer parte dessa historia tb! Se eu tinha alguma duvida, ela não existe mais!
    Um abraço
    Rosângela

    • Roberta von Zastrow disse:

      Oi Rosângela, fico muito feliz em ter ajudado com informações e por ter te inspirado a realmente fazer a viagem! Você vai amar, tenho certeza! E quando voltar, venha me contar o que achou e suas impressões! Desejo uma boa viagem! Ficarei feliz se voltar mais vezes por aqui! Grande abraço!

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